Creio que todos os futuros universitários já se depararam, pelo menos uma vez na vida, com questões relativas à praxe. Assistimos a inúmeras notícias depreciativas nos mais diversos meios sociais, mas será que essa é a realidade de todas as praxes? Garanto-vos, apesar de ainda nem ser caloira, que não!
Desde que me lembro que queria ir para a universidade e dessa experiência nunca dissociei uma outra muito importante e única: a praxe. Nunca considerei não ser praxada, porque, apesar de ouvirmos algumas más notícias não quer dizer que toda a realidade seja negra, aliás, tendo em conta todos os testemunhos que vou ouvindo sei que a realidade é totalmente oposta.
Apesar de os meus pais não terem sido praxados (por razões diferentes) eles concordam com a minha visão e acham que de facto é algo que me vai ser muito útil na integração e ajudar-me a abrir novos horizontes, porque há muita coisa que se aprende com a praxe.
No entanto, é normal ficar com alguns receios, mas também a entrada no ensino superior acarreta já alguns receios por si só, simplesmente por ser uma realidade que ainda não conhecemos. Também assim funciona a praxe. É uma realidade que ainda não conhecemos e não nos podemos deixar toldar pela visão de outras pessoas. Temos de passar pela experiência para tirarmos as nossas próprias conclusões.
Por isso, futuros caloirinhos, aconselho-vos (nos) a dizer um sim à praxe, sem medo de uma dia mais tarde poder vir a dizer um não, porque é sempre possível dizer não. Ninguém vos pode coagir e há punições para quem o tente fazer. Vamos iniciar uma nova fase na nossa vida e, na minha opinião, devemos entrar nela de mente aberta e recetivos a todo o tipo de experiências que nos possam trazer um pouco mais à nossa vida. Afinal de contas, serão os melhores anos da nossa vida.
Eu vou ser praxada e vocês?





