Foi, tal como a capa da minha edição indica, o livro do ano de 2015. Foram imensas as reviews que li sobre ele, a maioria com comentários positivos e portanto a curiosidade em lê-lo aumentou ainda mais. Há algumas semanas dei de caras com este menino e decidi comprá-lo.
O enredo é nos revelado por três narradoras femininas distintas. Apesar disso, não são narradas três histórias diferentes, mas sim o desenrolar dos vários desfechos na visão das diferentes personagens. Trata-se de um thriller que consegue distribuir muito bem ao longo de toda a trama o fator mistério, essecial neste tipo de livros. Acho que o tem em quantidade suficiente para nos deixar a pensar em várias hipóteses e formular as nossas próprias teorias antes de descobrirmos o que verdadeiramente aconteceu, deixando-nos bastante curiosos até esse momento chegar.
"O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros" é o mote do livro de Paula Hawkins, portanto, logo à partida, a história prometia. Na contracapa pode ler-se ainda uma crítica do New York Times: "A Rapariga no Comboio é o mais envolvente romance com um narrador inconfiável (...)" e sem dúvida que ao longo do livro duvidamos de tudo e todos. Ninguém é cem por cento confiável, ninguém é tal e qual aquilo que aparenta ser, qualquer um de nós tem os seus segredos impercetíveis à visão de uma outra qualquer pessoa que imagine a nossa vida só por aquilo que parecemos ser. Sim, ninguém é só aquilo que parece ser. Nunca se sabe o que acontece dentro de quatro paredes. Nem sempre a realidade é aquilo que aparenta ser à vista de quem está de fora. Acho que este é o "ensinamento" mais importante que o livro quer passar e nesse sentido, digo-vos, está muito bem conseguido.
Eu gostei bastante do livro e sem dúvida que recomendo. Arrisco até a dizer que o adorei. Só não o li mais rápido. porque com todos os meus afazeres não tinha tempo, mas a vontade era mesmo essa. É uma obra que nos vicia e que nos faz sempre querer descobrir o que realmente aconteceu. Por mim tê-lo-ia devorado, até porque é uma ótima obra para tal.
É um excelente livro de domingo à tarde e um excelente livro para desafiar as nossas teorias e suspeitas. Confesso que só mais para o fim é que consegui formular a teoria que se veio a verificar a correta, mas é mesmo isso que queremos. Ninguém gosta de ler um livro em que é óbvio o desfecho e que nas restantes duzentas páginas só vamos tendo a confirmação da nossa teoria. Torna-se monótono e pouco desafiador, mas com este livro não há esse problema. Até porque o final, oh! Um excelente final! Com um excelente plot twist que todos gostamos num livro de mistério.
Recomendadíssimo! Por alguma razão foi o sucesso de 2015...
Classificação: 4/5
Título (original): The Girl on the Train
Autor: Paula Hawkins
Páginas: 320
Edição/reimpressão: 2015
Editora: TopSeller
ISBN: 9789898800541
O que a contracapa diz:
"Todos os dias Rachel apanha o comboio...
No caminho para o trabalho, ela observa sempre as mesmas casas durante a viagem.
Numa das casas ela observa sempre o mesmo casal, ao qual ela atribui nomes e vidas imaginárias. Aos olhos de Rachel, o casal tem uma vida perfeita, quase igual à que ela perdeu recentemente.
Até que um dia...
Rachel assiste a algo errado com o casal... É uma imagem rápida, mas suficiente para a deixar perturbada.
Não querendo guardar segredo do que viu, Rachel fala com a polícia. A partir daqui ela torna-se parte integrante de uma sucessão vertiginosa de acontecimentos, afetando as vidas de todos os envolvidos."
"O livro que vai mudar para sempre o modo como vemos a vida dos outros" é o mote do livro de Paula Hawkins, portanto, logo à partida, a história prometia. Na contracapa pode ler-se ainda uma crítica do New York Times: "A Rapariga no Comboio é o mais envolvente romance com um narrador inconfiável (...)" e sem dúvida que ao longo do livro duvidamos de tudo e todos. Ninguém é cem por cento confiável, ninguém é tal e qual aquilo que aparenta ser, qualquer um de nós tem os seus segredos impercetíveis à visão de uma outra qualquer pessoa que imagine a nossa vida só por aquilo que parecemos ser. Sim, ninguém é só aquilo que parece ser. Nunca se sabe o que acontece dentro de quatro paredes. Nem sempre a realidade é aquilo que aparenta ser à vista de quem está de fora. Acho que este é o "ensinamento" mais importante que o livro quer passar e nesse sentido, digo-vos, está muito bem conseguido.
Eu gostei bastante do livro e sem dúvida que recomendo. Arrisco até a dizer que o adorei. Só não o li mais rápido. porque com todos os meus afazeres não tinha tempo, mas a vontade era mesmo essa. É uma obra que nos vicia e que nos faz sempre querer descobrir o que realmente aconteceu. Por mim tê-lo-ia devorado, até porque é uma ótima obra para tal.
É um excelente livro de domingo à tarde e um excelente livro para desafiar as nossas teorias e suspeitas. Confesso que só mais para o fim é que consegui formular a teoria que se veio a verificar a correta, mas é mesmo isso que queremos. Ninguém gosta de ler um livro em que é óbvio o desfecho e que nas restantes duzentas páginas só vamos tendo a confirmação da nossa teoria. Torna-se monótono e pouco desafiador, mas com este livro não há esse problema. Até porque o final, oh! Um excelente final! Com um excelente plot twist que todos gostamos num livro de mistério.
Recomendadíssimo! Por alguma razão foi o sucesso de 2015...
Classificação: 4/5

















